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6.5.05

O aniversário e o Marco 



Dois anos, ainda a primeira infância!

O Abrupto faz hoje dois anos. Não é tarde para dar parabéns.
O abrupto é um marco na blogosfera portuguesa, apesar de muitos blogues serem anteriores ao Abrupto, é com este blogue que se dá a viragem e a popularidade da blogosfera. Mercê do mediatismo de Pacheco Pereira? Sim, claro, mas também da sua capacidade de expressão, do interesse que as suas intervenções têm. Intrinsecamente. Ainda por cima estou bem à vontade para elogiar, pois também já critiquei e não sou de elogio fácil.
Outro marco exemplar do Abrupto foi a sua intervenção ética, a sua qualidade e a deontologia que não é alheia à blogosfera. Lembro o episódio do Muito Mentiroso, exposto e desmascarado de forma corajosa e muito inteligente por Pacheco Pereira. Outro lado notável do autor do Abrupto é o seu desprendimento relativamente à política. Pacheco Pereira não hesitou em escolher sempre o difícil caminho da crítica, mesmo dentro do seu (aparente) campo político. A questão de Santana Lopes e da pouco vergonha a que reduziu o PSD durante a sua desgovernação é um bom exemplo da crítica de Pacheco Pereira dentro do seu espectro partidário, mas talvez fora do seu campo político. Ideologicamente Santana é um vazio, de modo que, em boa propriedade, não se pode situar o denso Pacheco no mesmo campo que o nulo Santana.
O Abrupto é um local de reflexão profunda sobre a sociedade contemporânea. Embora às vezes pudesse ser mais profundo, não me é agradável por exemplo, nas muitas vezes que leio o Abrupto, ver sistematicamente o "Abrupto feito pelos seus leitores", às vezes com citações de qualidade muito duvidosa...
Um bem haja e que perdure é o meu voto. O Abrupto é necessário.


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