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30.8.05

Leituras em África II - Brave New World – Post de Abril, que não enviei... 


Descobri há pouco tempo o livro de Aldous Huxley, Brave New World. É impressionante como só agora o li, talvez porque nunca fui grande admiradora de ficção e o título nunca me deve ter atraído. O que perdi, ignorante durante tantos anos da minha vida. Depois de o ler pensei em fazer alguns comentários mas quis fazer uma pausa. Peguei no livro do Miguel Sousa Tavares, Equador, que o meu pai tinha consigo e do qual gostei e depois de o acabar anteontem, reli novamente o “Brave New World”.
Da primeira vez que o comecei a ler comentei com um amigo as primeiras vinte páginas, estava agarrada ao livro e não conseguia fazer mais nada. Perante a minha descrição ele comentou que era um mundo horrível, um livro a esquecer de assustadora a imagem que nos dava. Contrariei-o, pensei mesmo que em vez de Great Gatsby de F.S. Fitzerald deveriam ter-nos “dado” a conhecer o Brave New World na literatura do 12º Ano na disciplina de inglês. Ao lê-lo dá vontade de ter filhos e educá-los de modo a evitar que algum dia haja um mundo assim, que lutem pelo velho mundo, se um dia houver necessidade disso. O mundo dos “selvagens” e a descrição do primeiro contacto de Lenina, a principal personagem feminina, faz-me lembrar o que muitas vezes assisto por este continente, diariamente e que se repete por tantos países e gentes e tento, no que posso, contribuir para que se desenvolva. Quanto ao “bravo e admirável” mundo novo estou disposta a combatê-lo.
Sobre o livro, é surpreendente a sua actualidade.

S. Saraiva

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