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1.4.05

Um texto que chegou ao nosso email! 

Concertos para violino de Chopin em estreia mundial no CCB


Grande descoberta, os concertos para violino de Chopin afinal existem mesmo. Três obras notáveis segundo o crítico A. M. S.: Chopin subverteu toda a literatura concertística com estas obras peregrinas. Nem sequer se pense que são obras de juventude, datam do final da sua vida, foram compostos na Place Vêndome quando Chopin mal tinha forças para tocar piano. O convívio com Paganini, amigo de Chopin, pode ser a chave do enigma, a escrita é brilhante para o instrumento solista e a parte orquestral faz lembrar Wagner, o que é surpreendente para quem passou a vida toda a escrever lamechices para o piano e a esconder-se debaixo das calças de Geoges Sand. Curiosamente o segundo concerto tem parte coral, o que é revolucionário, e que poderemos escutar no grande auditório do CCB na próxima Festa da Música, pelo coro do Teatro Nacional de S. Carlos e pela Orquestra do Metropolitano. O “Fenómeno do Cartaxo” é uma solução para solista, uma vez que sem nunca ter tocado uma nota de violino nos últimos 26 anos parece que toca melhor que Salvatore Accardo os concertos de Paganini!
Fala-se nos corredores do CCB que Miguel Graça Moura foi convidado para dirigir a obra, o convite teria partido do próprio Santana Lopes através de Gabriela Canavilhas que se recusou a confirmar a veracidade deste facto. Santana Lopes, de forma magnânima, ofereceria assim o cachimbo da paz ao Mae$tro, gesto simbólico dando uma imagem de erudito amante das artes e sem rancores, própria de um candidato a Belém. Os contactos decorreram num recente recital do “Fenómeno do Cartaxo” num liceu de Lisboa, onde todos os protagonistas desta história passaram.
O mae$tro Graça Moura recusou-se a comentar este convite, dizendo que tinha uma senhora à espera para umas provas de uns vestidos de pele de zebra, o que soou a desculpa, uma vez que foi o mae$stro que lançou a célebre história no anedotário musical mundial com a sua entrevista nos tempos do cavaquismo à revista Stradivarius de Londres, em que explicou que o responsável pela cultura em Portugal era o inventor dos concertos para violino de Chopin.
Mas como se descobriram estas obras? Simples Adrszrvsky Zbrdnvenz, polaco trabalhador no túnel do metro da Alameda recebeu uma pasta velha, com a indicação que a deveria abrir apenas em 1 do 4 de 2005, herança do seu tio bisavô, neto de uma amante de um primo em terceiro grau de Chopin. Curiosamente Zbrdnvenz é musicólogo e crítico desempregado, tendo um doutoramento sobre a relação da música de Chopin com o canto do canário maiorquino acinzentado. Uma vez que os críticos passaram todos ao desemprego na Polónia após a queda do muro este teve de dedicar-se às obras do metro. Quando abriu a pasta percebeu logo o tesouro que tinha encontrado, correu à câmara municipal de Lisboa onde a sua mulher Zdnkrnva, 23 anos, empregada da limpeza doutorada em astrofísica quântica e violinista consagrada, que não ensaia há cinco anos por não ter violino. Zdrkrnva mostrou as partituras a Santana Lopes, quando o apanhou a jeito, o que foi rápido. O milagre tinha acontecido. Santana chorou embevecido, acrescentando que a sua premonição tinha sido notável: “Tenho sempre razão antes do tempo”.

A Universidade de Lvov prepara um doutoramento honoris causa para Santana Lopes em Musicologia Profética, Santana Lopes tem um livro autobiográfico de raiz cultural preparado para lançar na próxima semana numa discoteca de Santa Apolónia, com prefácio e apresentação de Agustina Bessa Luís, “Santana e os violinos de Chopin”.



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