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22.3.05

Leite de Faria no dia dos Poetas 


Nos breves instantes em que me senti poeta voei para longe, perdido.
Embrenhado na escuridão fui, frio de gelo surpreendido pela espada cortante da razão, acordado por um demónio que disse imponente:
"Não és metafísico,
Nem das palavras és amante!
Não tens idade para poesia,
Perdeste a vontade da carícia
Dos sons sem destino mas lugar.
A esquizofrenia da angústia
De seres mais um entre mil
É a loucura de quem versos alinha:
Ser senhor de espuma mas de nada
E de um mar anil, que não é ultramarino.
Tu e o mar da cor das nuvens
Que, afinal, é cinza como tu..."

A cinza que também é cor de mar.

Leite de Faria - Poeta morto e enterrado



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