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26.3.04

O Cavaleiro Avarento 

O Cavaleiro Avarento, música de S. Rachmaninov (1873-1943), Libreto baseado no texto homónimo de Aleksandr Sergeevic Puskin (1799-1837). Estreado com Francesca da Rimini, em 1906, quando Rachmaninov era maestro director do Bolshoi.
Não foi esta a primeira vez que um texto de Puskin foi aproveitado como base para uma ópera; O Cavaleiro Avarento faz parte da série das pequenas tragédias deste autor.
Esta ópera é contemporânea de outra e mais famosa "Francesca da Rimini". O Compositor dirigiu a estreia no Teatro Bolshoi.
A característica principal desta ópera é de utilizar, além da ausência do coro (que também não aparece na tragédia florentina), especialmente apreciada nesta produção do TNSC considerando o escândalo que é o coro deste teatro, só vozes masculinas em todas personagens. A capacidade de caracterização psicológica é o ponto de força desta obra. A segunda cena é de grande efeito; praticamente um grande solilóquio do Barão (um homem terrivelmente avarento que faz o seu filho passar as mais terríveis privações), nas caves do castelo "cercado" pelas suas riquezas e tesouros. Aqui esperamos os momentos mais poderosos desta produção em termos de encenação e de interpretação. O grande baixo russo Vladimir Vaneev estará no palco, esperamos grandes momentos nesta segunda cena. A escrita orquestral de Rachmaninov atinge um altíssimo nível de descrição psicológica que, esperamos, não ser completamente vandalizado por parte dos tristemente famosos violinos da OSP ou pelos metais que nem sempre têm consciência do que é tocar uma obra de música séria.

O papel do Barão foi escrito de propósito para o grande baixo Fjodor Ivanovič Šaljapin (1873 - 1938). Entretanto nota-se uma pequena tónica antisemita por parte de Rachmaninov, ou de Puskin, na caracterização do judeu ao qual Albert, o filho do Barão, se dirige para conseguir um empréstimo; vamos ver como o encenador vai resolver este assunto tendo em conta os últimos acontecimentos ligados ás terras de Israel. A influência de Wagner nota-se nesta obra, uma vez que Rachmaninos tinha tido contacto recentemente com a obra de Wagner.
Esperam-se momentos de elevação; pedimos à orquestra que não estrague tudo.

M.P.


Rachmaninov


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