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10.3.04

Mais Werther 

Wherter mais uma vez em destaque por Augusto M. Seabra no Público. Depois de ter ouvido Sabbatini, o omnicrítico escreve finalmente uma reflexão com as cartas todas na mão. O texto, em poucos caracteres resume o essencial do nosso texto anterior sobre Werther, de onde se conclui que neste caso o "Crítico Musical" e Augusto M. Seabra concordam em quase tudo, no melhor e no pior. Parece-nos, no entanto, muito exagerado o preconceito de Seabra relativamente a Sabbatini, que melhor Werther hoje? Alagna?

Sabbatini tem a virtude da inteligência. Sobre o canto a plenos pulmões, custa-me a definir o que se entende por canto a plenos pulmões. Sabbatini foi contido quando assisti à sua récita, saído de um gripe talvez se tenha poupado, o que contribuiu para um Werther muito equilibrado vocalmente, por antítese à sua perturbação mental. Mas quem sabe, hoje dia 10 de Março é realmente a última récita. A produção é excelente, recomendo um último salto ao S. Carlos. Até Vaz de Carvalho, depois de críticas muito rigorosas, parece ter melhorado um pouco.

O que não parece ter melhoras é a coordenação do naipe de violinos e volto a concordar com Seabra. Não me parece que com Peter Devries o problema se possa resolver, é, de facto, um concertino que não consegue, não sei porque razões nem me interessam, motivar, homogeneizar, afinar, sincronizar o naipe mais influente no som de uma orquestra, que quando falha arrasta tudo para o abismo. Espanta-me, pelo ridículo, a vaidade oca deste senhor "concertino", que em concertos teima em entrar depois dos seus músicos para levar com umas palmas de circunstância totalmente imerecidas. Até quando? Não se enquadra nem nossa tradição, nem na competência mostrada por Peter Devries.

Ler A.M.Seabra:
Artigo de 9 de Março.

H.S.

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