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3.3.04

Em memória de Vianna da Motta 


Nascido em 1868, veio a falecer em 1948. Compositor, maestro, pianista, aluno de Liszt, professor de grandes nomes do piano em Portugal. Dele restam as suas composições, as suas gravações, as suas imagens e a sua escola.
Recordando Vianna da Motta coloco aqui algumas imagens do grande Homem.



Vianna da Motta por Columbano (reprodução a preto e branco)
Seguida pela assinatura do mestre.

Liszt escreveu uma dedicatória a Vianna da Motta em Weimar 1885



Motta em Berlin


Motta aos oitenta anos, poucos dias antes de morrer

Sobre o rebaptismo de um avião da TAP de Vianna da Motta para Eusébio, seria importante saber quem foi o energúmeno que teve a ideia. Não para que saia do anonimato onde o seu analfabetismo o colocará indelevelmente para sempre, mas para seja punido de forma directa e imediata por um acto de traição à memória e cultura de um povo, e não só pelo ridículo.
Estes alarves só conhecem a lei do chicote, uma vez que o orgulho na alarvice é apanágio desta gentinha. Quem teve a ideia deve achá-la um marco peregrino de marketing. Só uma severa punição para este tipo de comportamento pode evitar mais dislates no futuro, já tivemos a da Festa no Panteão, que é do mesmo género, o que mais se seguirá?

Quem não respeita a sua Mãe Pátria trata Portugal como uma prostituta, estou habituado, nada me espanta, embora ainda me reste o direito à indignação. Vianna da Motta escreveu a Sinfonia à Pátria, um palerma qualquer, um chico esperto, vaidoso da sua infame ignorância, achou que podia retirar o nome do Compositor de um avião da TAP e abastardar a mesma Pátria que lhe paga o vencimento, rebaptizando o aparelho de "Eusébio". Deve tê-lo feito, provavelmente, com orgulho de prostituir o nome de Portugal com a palhaçada do seu arrogante analfabetismo.

E Eusébio que nada tem a ver com isto vê o seu nome enlameado por um pobre pateta sem capacidade de avaliar da enormidade do seu acto.

E segue um texto lido com espanto no blog de Pacheco Pereira.

Cito o Abrupto:

ESTÁ TUDO DOIDO?

Não sabia, vim agora a saber por uma referência de Medeiros Ferreira, que o avião da TAP que tinha o nome de “Viana da Motta” foi rebaptizado “Eusébio”. Já não há vergonha nenhuma, ou está tudo doido? Eu bem sei que neste país de trituradora já ninguém sabe quem foi Viana da Motta, um dos últimos alunos de Liszt, grande pianista e razoável compositor, que marcou como “mestre” na sua arte toda uma geração de músicos portugueses. Como muitos grandes pianistas anteriores às técnicas modernas de gravação, a qualidade da sua execução só existe na memória dos testemunhos e relatos da época, mas o homem existiu, não existiu? A Luísa Todi também existiu, não existiu?
Pobre país que não se respeita a si próprio.

Fim de citação

Henrique Silveira


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