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16.3.04

Burmester sai finalmente 

Pedro Burmester sai finalmente da Casa da Música. O autor do projecto não tem, manifestamente, qualidades de gestão cultural. Duvido também que as tivesse para a idealização de um objecto para o qual mostrou pouca competência. Pedro Burmester sai finalmente, depois de quase esvaziado de funções e depois de posto à margem pela nomeação de um director artístico.

O principal responsável pela anedota de uma Casa da Música, que se supõe albergar um estúdio de ópera, sem teia nem fosso sai, não pela incompetência, ou por vergonha, mas por motivos políticos e a culpa morre mais uma vez solteira.
Notícia do Público

É claro que o nosso amigo V. G. vai discordar (teremos mais discussão interna neste blogue?) e achar que é uma perda para a Casa da Música o afastamento de Burmester. Eu penso que é óptimo para o desenvolvimento do projecto ter um director artístico competente e pouco armado em "prima dona". Mais: penso que será excelente para a música em Portugal, ter Burmester fazendo opinião de fora, sem estar manietado por falsas lealdades e, sobretudo, podendo estudar música, uma vez que o pianista estava a perder-se disfarçado de programador cultural medíocre. Não foi bom nesta qualidade e estava a perder-se como intérprete.
De parabéns estamos todos nós, e o próprio, por esta sábia decisão, por motivos errados, mas até que enfim, de Pedro Burmester. Vamos poder ouvi-lo, espera-se que em forma, dentro de alguns meses de estudo e de regresso ao trabalho musical a sério...

H.S.

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