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21.2.04

O privilégio da asneira 

É dado a todos, mas Teresa Castanheira no Expresso de hoje consegue um pleno ao "criticar" a nona sinfonia de Beethoven na Fundação Gulbenkian na passada semana. Dizer que o coro cantou bem, quando berrou que se fartou, anunciar que os solistas cantaram no limite, sem reparar em problemas de articulação, omissão de notas, desafinação, frases incompletas, falta de ritmo, desacerto total do conjunto, incapacidade de meter as notas no compasso, entradas erradas, vozes feias, tudo horrendo. Sobre o maestro ainda acertou qualquer coisita ao dizer que foi apagado, mas o escândalo acontece quando o naipe de trompas foi elogiado como um dos melhores aspectos do concerto. Darem notas erradas, manterem uma desafinação constante e denodada, esborracharem praticamente todas as entradas a descoberto, manifestarem problemas nas entradas em conjunto, foram estes o critérios para a escolha de Castanheira? Foram de longe o pior naipe da orquestra. Nem sequer é questão de gosto, é objectiva e básica técnica. O que será que aconteceu a Teresa Castanheira? Será que assistiu ao mesmo concerto?

Por este motivos e outros deve o António Vitorino de Almeida ter respondido quando lhe perguntei o que pensava sobre a crítica musical em Portugal: "Qual crítica? Não conheço qualquer crítica musical em Portugal..."
H. Silveira


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