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25.2.04

A única imagem 

Um dos maiores compositores de todos os tempos, viveu no século XVII tendo atravessado 1700 para vir a falecer em 24 de Fevereiro de 1704. Sim, é verdade, Marc Antoine Chapentier deixou-nos fez ontem 300 anos, curiosamente ainda hoje estou de luto pela perda tão prematura, tinha pouco mais de sessenta anos, deste ilustre músico.

Aluno de Carissimi em Roma, torna-se conhecido em França depois do seu regresso de Itália. Sofreu com o domínio que Lully exerceu sobre a música francesa ostracizando compositores com traços italianizantes.
Algumas das suas obras fundamentais são:

1670: Andromède, música de cena.
1670: A negação de São Pedro (Le Reniement de Saint Pierre), história sacra.
1673: O doente imaginário (Le Malade imaginaire), prólogo e três entreactos para a comédia de Molière.
1680: Lições das trevas, lamentações do profeta Jeremias (Leçons de ténèbres) H. 96 à 110.
1683: O massacre dos inocentes, história sacra.
1688: David et Jonathas, ópera bíblica. (Obra única de um género único: Ópera Jesuíta!)
1692: Te Deum H. 146.



1693: Médée, tragédia em música.
Em 1698 torna-se mestre de capela da Sainte-Chapelle.
1702: O julgamento de Salomão.

Os seus motetes, cantatas francesas (com origem na cantata italiana), hinos e missas fazem de Charpentier um dos maiores compositores de música sacra de todos os tempos.
É importante também o seu tratado de composição, que nos informa de forma preciosa das regras que um compositor do seu tempo usava para escrever música.

Ao fim de trezentos anos Chapentier começa finalmente a ver reconhecido o seu génio, lutou durante a sua vida contra os dissabores que o destino de ser universal lhe trouxeram: para Charpentier não interessava se o modelo era francês ou italiano, desde que fosse bom, isso trouxe-lhe a aversão dos defensores do estilo francês puro e duro como Lully, por sinal italiano de nascimento.
A escola italina com a sua inovação, cor e fogo virtuoso combinam-se com a finesse francesa em Chapentier. Esta fusão vem a fazer deste compositor um inovador na harmonia, no uso da dissonância, no dramatismo em música religiosa. Charpentier é contido sem perder expressividade, Charpentier é um mestre da emoção em música religiosa e de sentido dramático na música profana. Manter Charpentier vivo é antes de mais nada estudá-lo, escutá-lo e tocá-lo.
Assim em homenagem ao compositor francês, vou ouvir hoje a sua obra prima intemporal: Leçons de Ténèbres por Gerard Lesne, uma das supremas interpretações de Charpentier.
Neste ano de 2004 continuarei com referências a Marc Antoine Charpentier.

Ver o site: Musings on Marc-Antoine Charpentier and the Guises.
Uma discografia reduzida.
A discografia, de Cessac.
Uma conferência que terá lugar em Abril: Conferência sobre Charpentier.
Sociedade Charpentier.
Charpentier um músico do barroco é um excelente site . Da responsabilidade da grande especialista em Charpentier, Cathérine Cessac, imprescindível.
"Bom Entre Os Bons e Ignaro Entre Os Ignaros!".

Ver de Cathérine Cessac, Marc-Antoine Charpentier (Paris: Fayard, 1988).


H.S.

P.S. Agradeço a V.G. a lembrança da data da morte de M.A.C.

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