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13.2.04

A ler 

O diário pessoal de uma estudante de música: Helena.

A notícia sobre Carlos Seixas no Público. Tem a citação genial de um vereador da cultura da Câmara de Coimbra: "Se ele não morre cedo, hoje era um Verdi"! Simplesmente genial este vereador, Mário Nunes. Carlos Seixas foi efectivamente um génio.


Boas notícias no Diário de Notícias, há festa da música. Há também um novo administrador do CCB, não se sabe se é boa notícia, pensa-se que sim, Miguel Vaz não é propriamente um desconhecido, já provou em tempos grande capacidade de trabalho e competência. Motta Veiga, o anterior administrador, estava muito ligado ao PS, mas parece ter desenvolvido bom trabalho.
A programação regular do CCB em termos de música desceu muito nos últimos tempos, talvez a falta de meios tenha sido responsável por este estado de coisas, o fim dos concertos "Em Órbita" também deixou de levar ao CCB alguns dos melhores agrupamentos, em termos musicais, que passaram por esta sala. Miguel Vaz tem fama de independente o que é, à partida, mais um bom sinal.

No público sai crítica a concerto dos Arditti, dois achados de altíssima qualidade: o título "O Grito e o Silêncio", muitíssimo bem apanhado e correspondente à música ouvida, e a comparação de Arditti com Ignaz Schuppanzigh, o primeiro intérprete dos então estranhíssimos e absolutamente geniais últimos quartetos de Beethoven, homem sem excessos de vituosismo, rude e admirável na sua musicalidade, mas com uma dignidade e uma dedicação à música muito para além do fácil e do imediato: Arditti, como o seu predecessor, está no mesmo caminho. Bem apanhada a crítica ao público. Discordo na apreciação de que "Rocking Mirror Daybreak", de Takemitsu é uma obra despretensiosa, penso que é uma obra de arte, ponto! É uma obra de contraponto atonal, brilhante na sua aparente simplicidade mas complexa na sua construção. Como Einstein dizia: "quanto mais simples a realidade mais complexo o modelo." Mas percebe-se o, perdoe-se a repetição, contraponto em que se usa a palavra "relativamente" se pensarmos nas abomináveis, e longas, obras do Guerrero e de Ferneyhough.

Finalmente no Fórum de Música:
Texto de Virgílio Marques sobre Suggia e os seus violoncelos, a mesquinha forma de Portugal tratar os seus melhores. Bendito violoncelo doado aos ingleses. Obrigado Virgílio Marques pelo seus ensinamentos e pela sua emoção.

H.S.

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