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1.2.04

Homens pequenos demais para nós e grandes demais para o seu ego 

Jorge Silva Melo: não gosto de prémios de Estado, porque acredito que o artista é por natureza um traidor ao poder instituído.
E recusou o prémio.

Paulo Cunha e Silva: Podemos recusar prémios quando achamos que são pequenos de mais para nós ou grandes de mais para nós.

Percebe-se pela frase do director do instituto das artes que é mais um cujo lugar de manga de alpaca lhe subiu à cabeça. Tem o poder mesquinho de dar dinheiro aos artistas, e vê os mesmos em poses, geralmente subservientes, mas hipócritas há que dizê-lo e nisso os nossos artistas também são mestres. Parece que isso lhe aumentou o, já de si inchado, ego.

Julga-se um grande senhor, capaz de emitir frases como a dita, nem sequer lhe passando pela cabeça que há homens pequenos demais para poderem emitir opiniões sobre artistas. São homens pequenos demais para quem os observa e grandes demais segundo a sua opinião.

O pior de tudo é que nem sequer percebeu que existem questões de princípio, e isso é o mais grave de tudo, se tivessemos um homem mínimo num lugar mínimo seria vulgar. O pior é ter um homem mínimo, num lugar pago pelos contribuintes, a distribuir dinheiro pelas artes que não entende o que são questões de princípio e se dá ao luxo de se julgar sarcástico, quando só se revela triste e apatetado. Isso choca-me.

Há lugares grandes de mais para certas criaturas, mesmo tratando-se de lugares de manga de alpaca.

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