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29.2.04

Crítica aos críticos 

Em artigo de A. M. Seabra mais uma vez se fala de Puccini da ópera, da Turandot, das conclusões de Alfano e de Berio.
No meio da tralha operática do costume, habitual em Seabra, lá vem o comentário sobre Luciano Berio, compositor nascido em 1925 e falecido o ano passado.
Quando fala de Luciano Berio cita trabalhos anteriores com material de Schubert. Esquece que Berio foi um génio orquestrador e que realizou, anteriormente uma orquestração verdadeiramente notável da sonata para clarinete e piano op. 120, número 1 em fá menor de Joahnnes Brahms. Quando Seabra pretende mostrar serviço falando de um material que "é certo" Berio utilizou anteriormente, esquece-se nesse "é certo" de outros "materias", quiçá bem mais importantes, uma sonata inteira de Brahms, uma das suas últimas obras, do mais profundo e tocante que o mestre alemão deixou.
É nestes trabalhos de Berio que se percebe toda a força do compositor italiano, musicalmente dominando toda a técnica que o precedeu e capaz de a subverter e inovar na vanguarda e no pensamento do final do século XX e iníco do XXI.
Pode-se encontrar uma gravação da EMI com Wolfgang Meyer no clarinete com a orquestra da rádio Polaca de Varsóvia e direcção de Wojciech Rajski, um disco de 1997.

H.S.

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