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14.1.04

Rameau 


Jean-Philippe Rameau, 1683-1764.
A sua fama só surge depois dos cinquenta anos, antes disso era conhecido como teórico desde os seus quarenta anos. Natural de Dijon passou a fase inicial da sua vida em viagens pela Europa fixando-se apenas em 1723 em Paris onde veio a falecer. Em 1706 publica o seu primeiro livro de peças para cravo. Em 1722 sai o seu Tratado de Harmonia. Em 1724 publica o seu segundo livro de peças para cravo. Compõe também cantatas até 1730, mas só depois desta data começa a escrever tragédias líricas, como então as óperas eram conhecidas em França. Teve muita dificuldade em encontar tema para a sua primeira ópera devido à censura. A sua primeira ópera Hyppolite et Aricie, com base na Fedra grega traz-lhe um sucesso notável e fama. Seguem-se Les Indes Galantes, Castor et Polux e Dardanus.
O seu estilo operático é baseado no recitativo infinito da tradição francesa é no entanto bastante variado e aproximas-se muitas vezes da ária e do arioso numa perspectiva que será retomada por Debussy ou Wagner.
Foi considerado após a querela dos Bufões de 1752 como um conservador na tradição de Lully. A sua última ópera “Les Boréades” só foi representada duzentos anos após a sua morte, em 1964. A sua orquestra é usada de forma muito completa, Rameau é um orquestrador: não distribuindo as vozes pelos instrumentos de forma esteriotipada, como até então se fazia. As suas composições são de dificuldade técnica muito elevada para os instrumentos da época, sendo célebre a cena do tremor de terra. A densidade psicológica dos seus personagens é também uma marcante da sua obra. Neste aspecto entre os seus antecessores apenas Monteverdi lhe pode ser comparado. Fica para a história como um cravista excelente, um teórico e crítico muito sólido e um grande compositor de ópera.


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