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17.1.04

Mandar à merda 

Algo que não se percebe, mas que funciona, não mandámos à merda Manuel, com pena nossa. Não reparámos no post em que o actor afirmou que iria estrear. Manuel estreou e parece que bem, iremos ver a peça, e faremos a nossa crítica, diletante, que não somos tudólogos como o mestre Seabra, o especialista em Tudo.
Mas de forma algo atrasada, daqui mandamos um "merda para ti" Manuel, não te desejamos sorte, que isso não se deseja a um actor, nem "parte uma perna", que é de importação. Merda para ti: Manuel; com todo o nosso carinho.
O sentido do mandar à merda um actor, um músico, um artista do palco, qualquer que seja, é uma superstição da amizade, dita com carinho, como aquela mãe do Porto que chama o filho da janela ao fim da tarde e grita: "vem para casa meu filho da puta", como o Júlio Machado Vaz disse hoje na Antena 1. Citamos de memória Júlio Vaz, mais adiante: "Quem se escandaliza com a palavra merda, de nariz torcido, provavelmente terá a cabeça cheia da mesma."
Quando nós queremos, de facto, mandar à merda alguém, pura e simplesmente fazemos como Nietsche tão bem aconselha: esquecemos. É construção, não é desconstrução...

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