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30.1.04

Concerto de muito boa qualidade na Fundação Calouste Gulbenkian 

Sexta, 30 Jan 2004, 19:00 - Grande Auditório

Elenco do dia 29 de Janeiro igual ao do dia 30, depois de ouvido o concerto de 29 o nosso resumo é simples:

CORO GULBENKIAN - alto nível
CORO DE CÂMARA INFANTIL DA ACADEMIA DE MÚSICA DE SANTA CECÍLIA - muito cuidada a participação destes jovens
ORQUESTRA GULBENKIAN - bem com alguns erros das trompas e pequenos erros dos trompetes
JOHN NELSON (maestro) - exacto, globalmente bom
RUTH ZIESAK (soprano) - Muito bem
TWYLA ROBINSON (soprano) - Excelente
MARISA FIGUEIRA (meio-soprano) - Papel a solo muito pequeno, mas bem
DELPHINE HAIDAN (meio-soprano) - Bem
BARBARA HÖLZL (meio-soprano) - bem
MARCO ALVES DOS SANTOS (tenor) - Bem
DONALD LITAKER (tenor) - Muito bem
DIETRICH HENSCHEL (barítono) - Razoável, bom timbre, mas voz pequena e desafinou.
ALASTAIR MILES (baixo) - Muito bom
BERTRAND GRÜNENWALD (baixo) - Bem

Robert Schumann
Szenen aus Goethes Faust


Se ainda não tem bilhete para dia 30 de Janeiro e gosta de Schumann e de Goethe, não esqueça, um concerto que promete ser muito bom na Fundação Gulbenkian às 19h. Dia 29 os solistas mostraram-se de alta qualidade, o maestro mostrou categoria e o coro esteve em belíssimo plano. Depois de ouvir o "coro" do S. Carlos ouvir o coro da Gulbenkian é a prova de que os nossos ouvidos estão a funcionar bem e que é possível ter um bom coro em Portugal.
Mais atenção ao naipe das trompas com as entradas a descoberto, não acertaram uma, uma pena estragarem assim um concerto que poderia ter sido perfeito. Nem acertaram na afinação nem no tempo exacto dos ataques, e o maestro foi extremamente preciso, aqui as culpas foram claramente para os instrumentistas que falharam (os trompetes também meteram água). Mais atenção e timming.
Sexta feira mais comentários aos cantores, todos pela positiva, mas alguns merecem destaque. A interpretação dirigida por John Nelson foi decidida e exacta, mas às vezes demasiado sacudida (acentuada em demasia) nas partes mais agitadas. A obra de Schumann é absolutamente genial: Szenen aus Goethes Faust. Pena é ser realizada tão poucas vezes.

A ler, Carlos de Pontes Leça, no site da Gulbenkian:
Artigo 1
Artigo 2


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