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12.12.03

Uma entrevista interessantíssima 

A Robert Gambill o Tristan que vai estar na Culturgest logo à noite (21h30m). Já provou ter elevadíssimo nível nas mais variadas interpretações. Diz o que pensa e como deve ser, é bom cantor, parece afável, não é amigo de vedetismos vãos e ocos. Tem sido um verdadeiro senhor do papel, a par de Secunde e de Peckova. Discutível a negação do que Wagner exigiu de forma tão insistente: "obra de arte total". Entre um bom tenor, Gambill, e o criador, Wagner, vou pelas opiniões do segundo. Richard Wagner fez um segundo acto com final feliz, para concerto. No entanto sabe-se o que Wagner fez quando estava necessitado de dinheiro: não pagou, fugiu de cidades, esteve preso, enganou amigos, dirigiu concertos sobre concertos (este último item não é necessáriamente mau!). Wagner é um mau exemplo em muitos aspectos, nomeadamente nas suas opiniões sociais e políticas. Mas em arte e música Wagner é e será sempre um génio, como o próprio não se cansava de alardear. E o que é certo é que mandou esconder a orquestra no palco da sua vida, Beyreuth.

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