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24.12.03

Rosas e Portas - recortes de imprensa e última hora 


Fernando Rosas escreve um artigo no "Público", se Rosas achasse o assunto insignificante teria sido mais irónico, o que o título de "Pato Donald" sugeria. No entanto, ao ler o artigo, descobre-se que aquilo é um arrazoado de ódio. É engraçadíssima a capacidade de Paulo Portas irritar a esquerda, esquecendo-se esta de assuntos mais importantes! Noto a utilização de termos como: "dr. Paulo Portas, chefe de um partido de extrema-direita, o Partido Popular" ou "o ridículo, a palhaçada nacionalista, o mccarthismo serôdio, o familiarismo hipócrita, o sectarismo ideológico". Um naco de prosa muito saboroso é o seguinte:

"Um patético "lusito" fora do tempo. Ao contrário do que ele pensa e recomenda para os seus adversários, eu acho que tem todo o direito de ser e fazer politicamente o que muito bem entende. Dentro das regras democráticas de respeito pelos demais. E é isso que está constantemente em causa nesta estridência radical e antidemocrática do dr. Paulo Portas, nesta arruaça de feira misturada com as mais sinistras sombras do passado, nesta espécie de "looney tunes" sem graça.

Já tínhamos visto de tudo nos governos conservadores por essa Europa fora: ministros corruptos, ministros incompetentes, ministros com contas na Suíça, ministros que fomentam o compadrio, eu sei lá. O pato Donald em ministro do Estado e da Defesa só cá. No Governo do PSD/PP
".

Um tal ódio leva a escrever mal, "Defesa só cá", brilhante.

Esquece Fernando Rosas que tais ataques, pela diarreia verbal que descarregam, afastam os leitores das suas posições. Tudo o que disse Fernando Rosas, destilando as partes de dispepsia e ataques metidos no artigo, provocações, ódio, aleivosia é o seguinte:

Paulo Portas discriminou o BE e o PCP da discussão sobre o conceito de estratégia nacional. Esta discriminação é antidemocrática e viola a constituição. Paulo Portas põe-se em bicos dos pés pretendendo uma importância que não tem. Paulo Portas confunde provocação ideológica com sentido de estado. Portas é de extrema direita. Eu, Rosas, entendo que não devia estar no governo.

Deixei a última frase ambígua de propósito.
Dizia-se em meia dúzia de palavras, era mais incisivo e não tinha a deselegância de se perceber que Rosas tinha perdido a cabeça com a provocação do Ministro de Estado e da Defesa Nacional.
Depois do artigo de Rosas concordo com Paulo Portas, esta gente não tem cabecinha, perde as estribeiras e não tem elegância ou discernimento para discutir assuntos como o conceito de estratégia. Se Portas tem... bem, é outra questão.

Entretanto no jornal "O Público" descobre em notícia de última hora Equipa de investigadores britânicos concluiu recentemente: "O Natal nasceu 300 anos antes de Cristo", para notícia de última hora não está mau.




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