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2.12.03


O dia amanheceu claro,
Claro como as águas,
Um dia de decisões,
Um dia sem mágoas
Para encher de recordações.


Será também claro o espírito
De um dia de ilusões?
Será que algures nos campos
Os faunos acordam paixões?
Vejo o brilho da neve imaculada,
Será a morte desvairada
Dos sentimentos brancos?
Brancos como o claro do dia
Em que o espírito se tornou...
Branco de pureza e desespero,
Sem ter noção da autofagia,
De um tempo que voou.
Torrente branca do exagero
Tempo mortífero sem magia:
Agora já não é claro o dia,
O tempo devorou o branco.
Ficou negro este dia claro
Onde a esperança morou.


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