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1.12.03



É melhor insistir em poemas,
Os teus belos temas eu peço,
Leio tuas alinhadas palavras...
Como belos e lógicos apotegmas!

Não é uma maldição, sempre meço
Tudo aquilo que é da tua lavra,
Como belas pistas e palavras
Sempre bem alinhavadas...
Sempre poeta, sempre fatal
Violento como a mim me peço,
Sem nunca a poesia ficar mal,
Sempre pedindo que me leias
Talento belo que chamas ateias.

Ideias em turbilhão, sempre sentidas
Mostram um estranho, mas belo fundo
Angústia trágica que penetra
Nas feridas da imortalidade, doridas.
Asceta na forma, conteúdo de poeta:
É assim a roda do mundo.

Trombetas de Jericó clamam
Todos aqueles que te saúdam
Lembram à Orbi os que amam
Linhas pretas escalavradas,
Que a nós todos mudam
Em rochas duras talhadas,
São por nós palavas amadas
Novos reinos fundam.


Hoje aqui estou nesta margem,
perdido no mato.
Eu: átomo num imenso globo
pousado sobre umas fragas,
Lembro-te a letras de fogo:
contigo morro e mato...


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