<$BlogRSDUrl$>

15.11.03

Viriato no Teatro da Trindade 

Um destes dias compareci no Teatro da Trindade em Lisboa para assitir a uma peça de Diogo Freitas do Amaral: Viriato.
Comecei a desconfiar quando vi, numa foto do programa, o rapaz que faz o papel principal com os boxers com flores amarelas por debaixo das peles do herói lusitano!
A partir daí tudo piorou, figurinos a lembrar índios peles vermelhas, música horrenda que nada tem a ver com a tradição celta. Um bando de putos aos gritos, soltos pelo palco. Actores escolares, texto hediondo e primitivo, tipo manual da quarta classe do tempo do Salazar. Uma tristeza, uma pena, ver recursos desbaratados assim. Uma encenação miserável e amadora ou pior, amador não quer dizer mau. Uma encenação básica, marcações infelizes, cuspidelas a mais, teatro a menos. Ninguém se destaca no meio da balbúrdia que constitui a "peça". Pena ver actores como Victor de Sousa desaproveitados. Desaconselho fortemente, que saia depressa de cena é um desejo, que o teatro português com dramaturgos a sério reapareça em lugar de experiências infelizes de professores de direito que resolvem por-se a escrever umas peças. Infelizmente a assinatura em teatro não conta tanto como num parecer jurídico.
O remate obsceno: a saída de cena de Cipião a uivar, lamentável.
O pior em termos de texto: O estafado "Roma não paga a traidores" metido a martelo no texto após a traição dos companheiros de Viriato que não recebem a paga do prometido sangue...
CM

Arquivos

This page is powered by Blogger. Isn't yours?