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4.11.03

Segundo a Memória Inventada 




O tal Pipi retirou os arquivos antigos. Ver artigo. Não sabia, não tenho lido o tal blogue desde há algum tempo, muito menos ando a coscuvilhar nos arquivos remotos, se aquilo já me enjoa, porquê vasculhar nos sotãos da obsessão.

Acho bem que se retirem os arquivos quando se tem um "livro" publicado. Se é assumidamente para vender, se nada do que o autor escreve é para ser levado a sério, segundo ele próprio afirma, ao menos que os apreciadores do pornólogo comprem o objecto, que gastem o metal para usufruir dos dejectos não sei bem se sexuais se literários, ou ambos, de uma digestão de um real feita pelos olhos de um autor que se mostra muito mais nu em público do que um pretenso anonimato pretende esconder.

Conhecemos as pessoas não pelos nomes, mas pelo pensam e escrevem, pelas ideias. Não existe anonimato algum na escrita do omeupipi, é repetitiva, pobre e doentia, é bem engendrada, mas absolutamente triste e solitária, mete-me dó. É inteligente o aproveitamento financeiro das habilidades do autor. É razoável que quem o admire, por conveniência ou por convicção, teça laudas ao autor. No primeiro caso, conveniência, acho cínico mas inteligente e acertado, a única opção que respeito, gosto de cínicos inteligentes, desde o Príncipe que os admiro. No segundo caso, por convicção, acho pouco inteligente, doentio e apatetado, sem distância sobre o real, sem espírito crítico, não respeito, desprezo. É uma atitude de "esperto", porque dá dividendos. E os espertos, leia-se liberais, medem tudo pelos rendimentos que a coisa dá, e não se pense em rendimentos intelectuais, falo mesmo da fidúcia.



O jogo dos espelhos! Escolha o leitor qual delas é a verdadeira face.

A atitude do autor do omeupipi ao retirar os arquivos é precisamente a atitude do esperto. Dá mais a entender sobre o autor que mil post sobre cricas, parrameiros, pachachas e passarinhas de moças mais ou menos alcatreiras, ou sobre vergas, malhos, vergallhos, porras fumegantes (esta paga direitos a Bocage) e outros símbolos fálicos que o autor vai empregando convulsivamente na sua diarreia infantil de freira que acabou de descobrir o sexo.

CM

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