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15.11.03

Os riscos e os custos 

Não sei se ouvi bem, o governo português envia, e bem, um avião fretado pelo INEM (ou do INEM) para recolher a jornalista Maria João Ruella ferida no Iraque. Espero que seja a SIC a pagar, não creio que o dinheiro dos impostos dos cidadãos portugueses deva servir para repatriar uma jornalista de uma estação privada, ao serviço dessa mesma estação.

Estação que resolveu arriscar a colocação de jornalistas num local perigoso, conhecendo a empresa os riscos que a profissional corria. Louva-se a coragem da mulher e reporter. É também de louvar a cedência do avião pelo governo. A jornalista merece a nossa estima, a nossa simpatia.
Já não me parece aceitável que sejam os cidadão deste país a custear as despesas. A SIC conhecia os riscos e equacionou o problema, em todas as suas vertentes, lucro/prejuízo. Não cabe ao cidadão comum pagar a uma estação privada os actos decorrentes da sua gestão e que, em última análise, acabam por resultar em aumento da sua credibilidade e das suas audiências.
Rápidas melhoras a Maria João Ruella.

Mais preocupante é a situação de Carlos Raleiras, jornalista da TSF raptado no mesmo país. Neste caso uma vida está em risco, 50000 dólares nada representam em face da vida humana, espera-se que a direcção da TSF pague os custos de riscos que assumiu, bem ou mal avaliados. Que os familiares e amigos sejam poupados a mais sobressaltos e que o jornalista e homem Carlos Raleiras consiga sair ileso desta situação, o meu maior desejo.
Oxalá só haja custos materiais a registar.

CM

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