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21.11.03

Os professores e os outros 

Pelos vistos um dos autores de um dos blogues mais trauliteiros e ofensivos da blogosfera portuguesa, é professor universitário. Este meu "colega", que me trata por "este", gostava de saber a minha opinião sobre o ruído que o incomodou enquanto procedia a uma avaliação dos seus estudantes. Eu preferia que estes rapazes me deixassem em paz. Tenho perdido tempo demais com ninharias e provocações baratas. É que o blog em causa é um repositório de nulidades e de vaidades ocas, de ninharias enfim, sem qualquer valor acrescentado. Um blogue maniqueísta: se não concordam com o que os caceteiros dizem, são de esquerda! Um blogue que eu só leio quando me aparece no site meter, para observar o que esses senhores andam a dizer sobre o meu blogue: "Crítico". Mas como pediram uma opinião e sou bem educado cá vai:

Prova-se mais uma vez que a violência na escrita esconde incapacidade de acção na vida quotidiana. Prova-se mais uma vez que quem é incapaz de resolver um problema concreto se volta para a sublimação do ressentimento, como a tal história do perigo espanhol" revela. Tal como Nietsche tinha dito: "o pior escravo é o escravo do ressentimento" e "quem é nobre ou resolve os seus problemas ou esquece".
Eu nunca admitiria que um "colega" me respondesse da forma que o espanhol respondeu. Ou resolvia o assunto ali mesmo ou exigiria a solução do mesmo através dos mecanismos próprios, incluindo a suspensão da avaliação em curso com consequente queixa aos orgãos competentes da Universidade. Deixar os alunos prejudicados: nunca. Discordo das épocas especiais, mas se os estudantes têm esse direito não o nego, nem lhes dou condições desfavoráveis. Se é direito legal, deve ser respeitado, quer em condições de ambiente, quer em igualdade no regime de avaliação.

P.S. (Acrescentado a 22 de Novembro) - O Matamouros, após texto acima, resolveu demonstrar que o que eu escrevi estava bem: esse blog pretende ser gratuitamente ofensivo. Mas, por muito que esses rapazes escouceiem, espumem ou zurrem, apenas me conseguem fazer rir. Por uma razão: é um privilégio que a rapaziada do Matamouros me deteste. Seria muito grave e ofensivo, isso sim, receber elogios dessa gente. Isto porque o que dizem tem muito pouco conteúdo ou raciocínio, é um blog de fé numa causa em que todos os meios valem, agem como uma claque de futebol. Usam sobretudo uma linguagem básica: a da agressão. Gente assim: arreda! Eu não me movo por ódios, eu movo-me pela razão. Gostei muito, deste último post de Matamouros pela reacção primitiva. Revelador: parabéns.

CM

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