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30.11.03

Notícias saídas entre ontem e hoje - Rozhdestvensky impedido de dar concerto em Lisboa por segurança da Gulbenkian! 


Notícia sobre fim dos concertos Em Órbita, entrevista com Jorge Gil saída no DN:
Texto de Bernardo Mariano.
Crítica do Público aos concertos com Jovens cantores no S. Luiz:
Texto de Cristina Fernandes.
A página cultural de ontem do Público está cheia de referências musicais: página cultural do público de 29 do 11.

Outra notícia não lida em jornais: o concerto de Gennady Rozhdestvensky com programa:


Quinta , 27 Nov 2003, 21:00 - Grande Auditório
ORQUESTRA GULBENKIAN
GENNADY ROZHDESTVENSKY (maestro)
ALEXANDER ROZHDESTVENSKY (violino)

Wolfgang Amadeus Mozart
Divertimento em Mi bemol Maior, K.113

Arnold Schönberg
Sinfonia de Câmara Nº 2, op.38

Jean Sibelius
Humoresques, para Violino e Orquestra, op.87
Humoresques, para Violino e Orquestra, op.89

Johann Strauss II
Hommage au Peuple Russe (arranjo de Gennady Rozhdestvensky)

CANCELADO porque um segurança impediu o maestro de entrar alegando que este não tinha cartão ou algo que o valha! Pobre Fundação Gulbenkian, nem se pedia que fossem buscar o maestro ao hotel, era o mínimo mas..., pedia-se que estivesse alguém do serviço de música para receber a importante personalidade e grande músico, homem que ficará na história da música.

Parece que só Alfred Brendel tem tratamento de "superstar", o que é certo é que depois da ofensa inqualificável ao genial russo este se sentiu mal, humilhado, indisposto, ofendido. Com toda a razão, retirou-se e não deu concerto. Parabéns a Gennady Rozhdestvensky, ainda há gente com categoria.

Nota negra para a Fundação Gulbenkian, que se permite ter empresas inqualificáveis com homenzinhos vestidos de verde sem perfil, sem formação, sem educação, a patrulhar as suas instalações. Gulbenkian que não tem gente para acompanhar homens da envergadura de Gennady Rozhdestvensky, ou que não dispensa sequer um funcionário para receber o maestro. Depois andaram os senhores directores de joelhos a rastejar junto do maestro para ver se este dava o tal concerto, repugnante, triste, repelente.
O Vilar estava no concerto do Brendel, terá sido dele a ideia de importar a segurança privada e primitiva, ignorante e imbecil para vigiar a casa, para vigiar os funcionários? O público? Deve ter medo do Bin Laden, como se os macacos pudessem fazer qualquer coisa em situações de perigo real, como se tivessem preparação para isso! Servem apenas para importunar, com a sua visão, quem quer assistir a um concerto: ver acéfalos disfarçados de carcereiros como se a Gulbenkian fosse um hipermercado da Porcalhota! Se foi assim deve ter trazido a ideia peregrina de ter os gorilóides à porta de uma qualquer instituição bancária. É a mentalidade de merceeiro, resulta no que resulta, e já se esperava, mais dia menos dia.
É vê-los nos concertos à porta do palco. Infame, nem sequer estão vestidos com a dignidade que um concerto pede. Triste demais para ser verdade.
O dinheiro do bilhete ao menos foi devolvido. Quem queria ver o mestre na quinta e tinha bilhete para o Tristan na sexta (dia em que outro concerto estava programado) ficou a ver navios...
Mais respeito pelas pessoas é o que se pede à Fundação Gulbenkian. Pede-se que não seja acéfala, muito pior que os seguranças que agem assim porque nunca foram ensinados a ser melhores, ao permitir que gente de baixo nível enxameie e manche a honra da instituição. Será que era isto que Azeredo Perdigão queria? Nunca esperei ver a direcção da Gulbenkian ter como denominador o QI médio de um segurança privado, ou que seja dirigida, não por um conselho de Administração mas por um bedelzeco, por um lacaio, um chefe do pessoal menor, convencido que está a dirigir um campo de concentração da gestapo. Mas assim acontece, uma tristeza.

Na Fundação dos tempos de Azeredo Perdição nunca vi gorilinhas disfarçado de carcereiros...

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