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16.11.03

Lido em Barnabé 

O seguinte texto é a todos os títulos lamentável, faz lembrar a velha esquerda que acha que a vida humana, o sofrimento das pessoas é mais um pretexto para a vitória da luta de classes. E já nem falo de Estaline que dizia que mataria cem inocentes para apanhar um culpado se isso fizesse avançar o socialismo. Lembro, isso sim, os republicanos, cujos caducos sucessores ainda hoje defendem que o assassinato criminoso de D. Carlos, e do seu filho mais velho, foi justificado numa luta política leal, mas isso são outras discussões.
Assim se brinca, ainda hoje, com o sequestro de um homem e com o sofrimento dos que o rodeiam (ou não) apenas para fazer chicana com os políticos que se odeiam. A esquerda e a velha escola do ódio de classes transformado em ódio pessoal.
Debata-se política, critique-se a intervenção das nossas autoridades no tratamento do assunto, mas tenha dignidade e elevação. Segue o texto, infeliz:

Já não há patriotas

Já estava tudo pronto. Os nossos bravos da GNR já tinham encolhido as barrigas e enchido o peito, prontos para a acção. Os aliados britânicos estavam no terreno. Os americanos avançavam, desviando-se, como podiam, de carros em explosão. Os italianos estavam a postos. E não é que os cabrões daqueles árabes libertam o Carlos Raleiras sem nos darem hipótese de salvar o homem. O Paulo Portas tinha o discurso preparado. O Figueiredo Lopes tinha saído da letargia em que vive. E aquela mouraria faz-nos uma destas. Para dizer a verdade, o próprio jornalista podia ter sido um pouco mais paciente e ter esperado pela verdadeira salvação nacional. Já não há patriotas.

CM

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