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27.11.03

Harmonia Mundi e Schütz 

Um disco duplo fascinante, um Heinrich Shütz com trinta e quatro anos (não o que se vê na pintura, um pouco mais velho), numa posse total das suas faculdades. Um lindíssimo Schütz, um diapason d'or, uma editora galardoada com o título de "record Label of the year" 2003, pela Gramophone, uma "major" que ainda tem catálogo, que ainda edita música e não a porcaria que, por exemplo, a Deutsch Gramophon passou a editar ultimamente. Um disco com: Salmos do Rei David swv 22-47.
Um Cantus Cölln seguro, ao seu melhor nível, solistas de grande qualidade. O Concerto Palatino, ensemble de cornetos e sacabuxas (trombones) junta-se ao Cantus Kölln e numa mistura riquíssima de tímbres, em que violinos, violas da gamba, contrabaixo, dulçainas, flautas, cornetos, trombones, trompetes, tímbales, orgão e teorba juntam a sua voz ao coro de nove vozes, 2 sopranos, 2 altos, 3 tenores, 2 baixos. Konrad Junghänel dirige todo o conjunto.
Uma segurança enorme na interpretação, um empenho total, firmeza é a apalavra que descreve este disco. Maturidade de Schütz, maturidade do Cantus Cölln e do Concerto Palatino. Uma interpretação "à alemã" sem sobressaltos ritmicos, muito uniforme, muito severa, séria. Mas com uma técnica impressionante, uma qualidade sonora de altíssimo nível. O que ressalta é sobretudo a qualidade do som e a homogeneidade do conjunto de vozes.
Um defeito, no meu entender, grave: a teorba não se ouve muito, se queriam incluir teorbas no contínuo deveriam ter usado mais de um instrumento, ou então seria dispensável.

A ouvir a faixa 8 do primeiro disco, "Celebrai o Senhor, porque é bom", swv 45, e perceber as origens de Bach. Excelente.


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