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24.11.03

Críticas no Público e no Expresso 

Expresso
A crítica de Jorge Calado no Expresso de sábado não calou a condenação ao coro do S. Carlos, em termos muito violentos arrasa a prestação, o brio profissional, o descaramento e a postura em palco do coro do teatro nacional de ópera. Nunca vi um breve parágrafo ser mais arrasador. Disserta sobre a Fantasia de Beethoven para piano coro e orquestra. Um obra que não foi das piores prestações do coro, tiveram dois concertos miseráveis antes. Nesta Fantasia já se notou algum progresso. Jorge Calado nem se dá ao trabalho de comentar os concertos anteriores, provavelmente por ser demasiado confrangedor. Analisa apenas o menos mau, e a sua apreciação é terrível.
Público 1
Crónica ontem de AMseabra
Concordo com quase tudo o que o omnicrítico do Público diz, a crónica está boa e deve ser lida, a mensagem é evidente e importante.
Apenas uma correcção: nem Orpheo é Ópera, nem é fundadora, Peri e Caccini (este com dúvidas) são anteriores e Orpheo, no meu entender, não é uma ópera*.
Público 2
Saiu crítica ao concerto de Sábado no Coliseu. Concordo em geral com Manuel Pedro Ferreira, e agradeço a nota ao naipe de violas. Não citei o naipe de violas no meu comentário, o que foi um esquecimento grave. O naipe de violas da Sächsische Staatskapelle Dresden é excelente, tem uma sonoridade ímpar. Obrigado a Ferreira por nos lembrar desse aspecto. Dá ainda uma consistência especial às cordas. Apresenta-se orgulhosamente do lado direito do maestro em frente do público à maneira alemã.
Já não concordo nada com a escolha de tempos em dois dos andamentos, o primeiro em Bartók e o primeiro em Tchaikovsky.
Também não sou tão encomiástico, talvez o crítico do Público não tenha tido oportunidade de ver orquestras de qualidade nos últimos tempos. É que nem todas as orquestras são como as sinfónicas nacionais e sobretudo nem todos os maestros são como aqueles que nos têm visitado. Se Ferreira fosse dar uma volta pela Holanda, pela Alemanha, pela Suiça, pela Áustria e mesmo pela República Checa (entre outros exemplos honrosos como a Espanha), acreditaria mais na possibilidade da perfeição em concerto público. Por isso acho perturbante há muito tempo o que tenho ouvido por aqui, neste rectângulo periférico, onde trabalho e brio profissional não são valores muito estimados e maestros bons não aparecem muito.


*- Seabra tem o desconto de aqui estar acompanhado por alguma gente ilustre, como Rui Vieira Nery que acha que Orpheo é uma ópera.

CM

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