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27.11.03

Castanhas na região do Saldanha 

As castanhas assadas compradas em Lisboa fazem-me sentir parte do Mundo. Fazem-me sentir vivo. Derrida e Lacan não foram capazes de teorizar e desconstrutivar, ou mesmo de entender, esta súplica aos elementos, esta lauda aos castanheiros, este eterno retorno às origens que a castanha assada evoca. A fusão com o negro carvão e o marinho sal é também um resquício telúrico de outros tempos, de outros espaços. O ar do fole. O fogo, a terra, o ar e a água. As castanhas lembram-me os monstros da nossa imaginação, lembram-me as cartas dos geógrafos medievais.

Comento hoje, então, as castanhas da região do Saldanha. Local: porta do Monumental, preço: 1.5€ a dúzia.
Primeiro contacto, o pedido:
- "Uma dúzia de castanhas bem medida."
Resposta rápida e agressiva da vendedeira:
- "Olhe menino eu não tiro castanhas aos clientes, eu sou séria!"
- "Não queria dizer isso, senhora, eu só queria treze castanhas."
- "Olhe menino eu não tiro castanhas aos clientes, eu sou séria!"
Bem, como ela tinha um martelo ao lado das castanhas não insisti.

Apreciação crítica:
Precisavam de mais sal.
Precisavam de um pouco mais de assadura, estavam um tudo nada encruadas, mal se notava, coisa que uns dois minutos e meio de assadura a mais não resolvessem.
Castanha para o gordito, não apresentavam podres ou chochas. Classificação agradável para o bom.

Tentei comprar castanhas mais à frente, junto da Casa da Moeda, estação dos autocarros: pediram-me 2€, achei demasiado caro, uma roubalheira, virei costas. Não posso fazer mais crítica de castanhas hoje.


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