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30.11.03

Brendel na Gulbenkian 

Porque raio canta o tipo tão mal?! Que desafinação, que grunhidos, e manda calar as tosses, e interrompe um rondo de Beethoven porque as tosses não davam descanso! E muito bem. Mas os roncos e grunhidos que emite, desafinadíssimos, estragam completamente qualquer audição em condições, para quem tem ouvidos sensíveis e se deixa enervar por desafinação aquilo é irritante.
Será que não levava reguadas quando cantarolava nas lições de piano? Eu e os míudos da minha geração apanhávamos reguadas por muito menos... Se calhar é por isso que o Brendel é um génio e eu ando para aqui a escrever num blogue.
E deu notas trocadas na sonata k.331 de Mozart, não se admite que, numa obra fácil, Brendel dê notas trocadas. Não comento mais nada, o concerto até foi muito bom, poderia falar do domínio do piano. No discurso despojado de artifícios e de disfarces, com a sonoridade nobre e sentimental de um piano nu. Nu de pedais, com um toque de uma clareza ímpar. Mas não me apetece, grunhiu demais, o que me impediu de o ouvir com toda a força dos meus sentidos.

P.S.: Já me esquecia: achei os andamentos lentos tocados de forma excessivamente rápida. Mas é altamente subjectivo.

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