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1.10.03

Novo agrupamento de música antiga no Porto, hoje, quarta, entrada livre 

Dia Mundial da Música. Hoje não digo mal de ninguém, mas também não minto.
Se há pessoas que sabem de música, sólidas, e que têm qualidade e sentido crítico em música, além de trabalho de valor em musicologia são Rui Vieira Nery, como valor que toda a gente reconhece, ou Cristina Fernandes, jovem cronista do Público. Não falo de Rui Vieira Nery, o seu valor é reconhecidíssimo, falo de Cristina Fernandes: sensibilidade musical, afirmação, conhecimentos enraizados. Talvez falte ainda um pouco a Cristina Fernandes, mas o doutoramento, a experiência que vai acumulando, a escrita escorreita e sem falhas, e as qualidades intrínsecas, que surgem no seu trabalho, virão transformar esta senhora numa autoridade em muito pouco tempo. Isto a propósito de um artigo no Público, em que se divulga um novo agrupamento de música antiga, no Porto. Rui Vieira Nery apresenta. Não faço link, que o Público ao fim de algum tempo retira o mesmo. Não acrescento mais nada, porque Cristina Fernandes diz tudo:


Novo Agrupamento Vocacionado para a Música Antiga Estreia-se Hoje no Porto
Por CRISTINA FERNANDES
Quarta-feira, 01 de Outubro de 2003

O Dia Mundial da Música foi a data escolhida para a estreia oficial de um novo agrupamento vocacionado para interpretação da música antiga em instrumentos da época. Depois de uma antestreia em Vila Verde, o Portogalante Ensemble, dirigido por Felipe Veríssimo, dará o seu concerto inaugural esta noite, às 21h30, na Sé Catedral do Porto, com apresentação do musicólogo Rui Vieira Nery e um programa preenchido com algumas das mais célebres páginas do repertório barroco: o Concerto Brandeburguês nº 5 e a Suite nº2, de J. S. Bach, e o Concerto para Viola d'amore e cordas (RV 393), de Vivaldi.

O mentor do projecto foi o organista Filipe Veríssimo, licenciado em música sacra pela Universidade Católica e a exercer as funções de mestre de capela da Igreja da Lapa. O cargo de director musical de uma igreja ou instituição religiosa foi até finais do séc. XVIII uma das profissões mais comuns entre os compositores e organistas, tendo subsistido em vários países, sobretudo na Europa Central. Em Portugal já é praticamente inédito, sendo a paróquia da Lapa uma excepção.

"O facto de ter sido nomeado mestre de capela há um ano fez com que me tornasse num potencial agente cultural", disse Veríssimo ao PÚBLICO. "A criação deste agrupamento faz parte de uma série de actividades que pretendo implementar e tem como objectivo incentivar a prática da música antiga no Norte do país. Tirando acontecimentos pontuais, o Porto tem muito pouca actividade nessa área."

Os membros do Portogalante Ensemble têm alguma experiência nesse domínio (alguns pertencem, por exemplo, à Orquestra Barroca Capela Real), mas a ideia é vir mais tarde a integrar também jovens músicos que pretendam enveredar por essa área. "Pretendemos fazer um trabalho regular, não apenas em função dos concertos que vão surgindo, e tentar que se torne numa orquestra semi-profissional a médio prazo. Estamos também a tentar reunir apoios que permitam, a longo prazo, convidar grandes especialistas internacionais para estágios ou 'workshops', figuras da craveira de Koopmann, Herreweghe ou Gardiner."

Para além do interesse pela música antiga, outra das preocupações de Filipe Veríssimo é a divulgação de música sacra de qualidade, não só em concertos mas também na liturgia. A promoção do órgão - "a Igreja da Lapa tem um instrumento notável" - e a organização de concertos de música de câmara ao fim da tarde com jovens intérpretes num espaço contíguo à igreja (Sala dos Quadros) são outras medidas a implementar a curto prazo.

Portogalante Ensemble

Filipe Veríssimo (direcção)

PORTO Sé Catedral. Tel.: 222054837. Hoje, às 21h30. Entrada livre


CM

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