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23.10.03

A festa do Meu Pipi 

Não fui ao lançamento do livro, andava por perto quando me lembrei que poderia beber um whisky, que depois descobri ser à borla, e ver um strip tease, feito por alguma artista de qualidade no Maxime da praça da Alegria! Raramente comento espectáculos de strip tease, não estão muito no meu género musical, mas uma vez por desfastio até não desdenho.

Assomo à entrada e reparo que o porteiro me pergunta se tenho convite. Convite? Estranho eu, para ver um mero strip pedem-me convite? Não, não, eu sou crítico, venho apreciar o espectáculo e beber um scotch. Ah está bem diz o outro com sotaque eslavo e envergadura condizente, Impresna? O que está para aí a dizer? Impresna? Jornálistá? Isso, isso, pode ser, desde que beba um copo e veja uma artista em trajes menores ao som de uma música que não lembraria a ninguém ouvir... Mas tem de usar uma coisa, diz-me o porteiro com ar convincente, senão não entra! O quê? Penso eu no pior, ah! um crachá... Escrito no mesmo: "eu é que sou o pipi", ou coisa assim! O pipi? Até no Maxime? Não me digas que o gajo comprou esta coisa para ter sempre acessível as moçoilas. Entro e descubro umas garotas na recepção que me impingem o tal crachá e me mostram uns livros, e eu para comigo: estou apanhado, caí no lançamento do Pipi... E o Mário Zambujal cruza-se comigo, olha, olha este não costuma cá estar todas as noites? E uma moça das telenovelas, ou será do Big Brother, assim para o louro pintado e baixinha, será actriz? E o Pedro Mexia ao longe, este mais fácil de identificar, e umas moças de camisola encarnada. E o Pedro Lomba, e o Paulo Querido e o José Mário Silva, e o Daniel Oliveira, e um rapaz barbudo que falava com sotaque acastelhanado distante, o RAP andava também por ali com a sua família. Felizmente apanho o very ending do vídeo, não apanhei nada da conversada do costume. Bem, bebe-se o scotch conversa-se e vê-se o tal strip, o lançamento do Pipi sem strip não é um lançamento, pergunto a um senhor com ar comprometido de aristocrata falido, que descubro ser um blogador convicto se já se sabe quem é o pipi? Não, meu caro, tinha os óculos embaciados, não vi nada. Peço o whisky e descubro que afinal é whiskey, um Jameson, afinal nada está perdido. Falo com uns colegas ultra liberais, a Teresa e o Manuel, pergunto se o Jaquinzinhosl anda por lá mas eles não o conhecem pessoalmente, uma pena. Espera-se um pouco e pela meia noite e um quarto começa o strip.
Uma jovem morena e bem nutrida, com dois pares de cuecas (?) dança languidamente ao som de uma música roufenha, faz umas poses, tira umas peças de roupa, agita os cabelos e sai de mão nas partes pudibundas. Palmas e olho em volta, ninguém, só os rapazes socialistas (rijos este Pedro e Filipe, ficam sempre até ao fim, alto nível de contenção e endurance, nada lhes dá cabo do humor, nem as trapalhadas do Ferro nem as cartas do Carrilho), uns liberais (desculpem mas não sei o blog), que liberalmente se deixaram ficar para o strip, um rapaz do Quinto dos Impérios (com ar de bon vivant), o Mário Zambujal (que deve fazer parte da mobília e que a sabe toda), umas moças esqueléticas e nada de blogadores! Foram para casa todos aos primeiros acordes da dança supostamente erótica. Queriam ser os primeiros a relatar a festa nos seus blogs. Um rapaz de nariz grande e ar despassarado pediu-me um autógrafo no livro do pipi, "mas eu não sou o pipi!" E ele: mas eu quero na mesma. E também quero das meninas, referindo-se à CMC e à companhia do CMP. Olhando para a desolação à nossa volta comento: pois, são todos uns rotos! Ao que elas aquiesceram e pusemo-nos na alheta...

CM

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