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8.10.03



Cito de novo





Escreveu este:

Escreveu o Crítico

O Crítico ainda não perdoou debates passados e até o compreendo. Não lhe correram muito bem. Mas convém repôr a verdade dos factos: as respostas que lhe dei não nasceram de nenhum debate entre nós, nem de respostas com piadinhas fáceis a uma argumentação séria da sua parte. Nasceu de um post sério a que o Crítico respondeu com um chorrilho de insultos pessoais. Confesso a minha incapacidade em debater na base do ataque personalizado, da distribuição a eito de adjectivos, do insulto mesquinho. Nesse campo reconheço a minha inaptidão para atingir o seu nível. Teve a resposta que teve e, por mim, ponto final.


Imagina Jaquinzinhos o que nos vai na cabeça, diz ele que "não perdoamos", como se esse conceito se aplicasse a nós, o do perdão, nós esquecemos esses debates, depois de muito termos rido!
Escrevemos nós agora, repondo a verdade: não, o debate não nos correu mal. Nós alinhámos argumentos, Jaquinzinhos piadolas engraçadas. Quem tem dois dedos de testa percebe a diferença, por muito que se ria do bobo. Fizemos um libelo contra a tacanhez, contra a miséria humana, aproveitámos uma opinião infeliz de um liberal armado aos cucos que acha que o dinheiro gasto com a Maria João Pires é mal gasto. Generalizámos, falámos de vários conceitos. Com justa indignação, indignação contra a inveja de gente que nunca fez nada na vida, gente inculta e estúpida que odeia, que odeia quem fez, quem é culto, quem é capaz de produzir algo que os tacanhos liberais, oriundos de uma classe arrivista e pequeno burguesa nunca serão capazes: de nos dar a capacidade de sonhar. E não há dinheiro nenhum que o pague.
Divagámos, falámos de tempos antigos e da tradicional inveja lusa, da tradicional tacanhez lusitana. Se o Jaquinzinhos assumiu o nosso manifesto como dirigido à sua pessoa, paciência, ele lá saberá da sua consciência, boa ou má e as carapuças que enfia, mas cremos que se está a sobrestimar, nem sequer o cremos tão incapaz como os últimos Braganças ou os ladrões dos "liberais" de 1833. De qualquer modo não retiramos uma vírgula ao que dissemos. E nem sequer foram insultos. Falámos com convicção e dissemos verdades. E falaremos sempre que necessário, sempre que a arrogância da estupidez ataque de novo. Mesmo que se disfarce de engraçada ou de irónica.
CM


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