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29.9.03

Concerto dos Madredeus 


Ritmo, sim. Técnica, sim. Profissionalismo, sim. Um bom "produto".
Inovação, pouca, muito pouca mesma. Linguagem muito esteriotipada em termos musicais, sem transcendência. Uma fórmula gasta, alguns ritmos populares, muitos harpejos, música absolutamente tonal e banal do ponto de vista harmónico. Referências, as antigas. Sim, talvez os primeiros discos e gravações do profissional grupo Madredeus.
Luz, solene, simples, elegante e sóbria. Ou seja, quanto baste à calma e tranquilidade da musicalidade dos Madredeus. Postura, representativa de profissionalismo, trabalho e respeito.
Som, com dúvidas...de muitas das letras só se entenderam meia dúzia de palavras. Será da dicção de Teresa Salgueiro, será do auditório do CCB. Fica a dúvida, mas a certeza de uma voz única e bonita, mas muito, muito limitada ao registo agudo.
Será essa a justificação para a inexistência de um "movimento" alternativo e inovador? Talvez o grupo não queira. Mas aos Madredeus pedia-se mais, mais criatividade e originalidade nos seus trabalhos. Mais calor. Porque é que quando se fala em Madredeus penso logo nos primeiros trabalhos que fizeram, porque eram então diferentes. Não existia em Portugal ninguém que cantasse assim. Porque é que a plateia, apesar de cheia, estava tão calma e sonolenta? Porque que é que a sala se transfomou quando regressámos ao passado? Porque ficou um registo? Sim, penso que sim e julgo que não é só nostalgia. Excelente José Peixoto à guitarra clássica. Obrigado Madredeus. Posso pedir-vos mais?

Parabéns ao CCB que faz 10 anos.
CM


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