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30.9.03

Abrupto e Ravel 


O Abrupto comenta Maurice Ravel (1875-1937) a propósito de um documentário excelente.
RavelO que me lembra das angústias de Ravel, que sempre se sentiu inseguro da sua música, e que só tarde começou a orquestrar. Mas que se revelou um dos mais espantosos virtuosos na arte da paleta orquestral.
Ravel um dos poucos compositores de todos os tempos cuja música continua a ser tocada integralmente, não há uma única obra menor em Ravel; excepto, talvez, o Bolero como o próprio Ravel dizia. Não há uma obra que tenha caído no esquecimento. Em Ravel o encantamento, a qualidade é total e global.
Ravel, que amava o desporto, a natação, e que uma doença degenerativa o impediu, progressivamente de usar o corpo, e pior, o impediu de continuar a compor, estando consciente, mas incapaz de compor.
Ravel vítima de uma operação experimental a que se arriscou, sabendo que poderia morrer, o que veio a acontecer, porque preferia morrer a viver sem compor...

CM


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