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12.7.03

Os Filhos do Liberdade de Expressão 

Diz LdE:

3 – O Crítico acha que a educação não pode estar entregue aos privados. Que legitimidade é que o estado tem para me cobrar impostos para educar os meus filhos?

4 – Porque é que a educação dos meus filhos deve estar sob controlo democrático colectivo de 10 milhões de pessoas?

Percebe-se que não entendeu nada, o estado (num país decente que não Portugal) vem retirar-lhe o dinheiro dos impostos para pagar a educação daqueles que não têm dinheiro para pagar os estudos dos filhos. Porque os pais são uns "analfabetos", ou porque "são incapazes" ou "pouco eficazes" como empresários ou porque a sua qualificação em termos de mão de obra é insuficiente para ser vendida cara no mercado de trabalho.
Para isso existem impostos: para que todos tenham oportunidades.
Acrescento que me estou nas tintas para os filhos do Liberdade de Expressão, estou-me nas tintas para o dinheiro que este gasta em impostos, é um dever social, e se este não o entende assim, problema dele, emigre para um país liberal como a Rússia, um país onde a economia é muito eficaz. Se fugir ao fisco, o meu entender é que deve ser preso.

Estou-me nas tintas porque, independemente do estado lhe fornecer educação para cursos onde a iniciativa privada não entra (o que dá lucro fácil são cursos de papel e lápis), ele terá dinheiro para mandar os filhos para uma escola privada. Eu não me estou nas tintas para os filhos daqueles que nada têm.

Sobre o resto apenas uma resposta: questões de fé! O Liberdade de Expressão acredita numa cartilha, eu acredito noutra. O Liberdade de Expressão afirma que a economia Liberal é mais eficaz, não prova a sua afirmação. São discussões sem sentido, sem base científica. Eu apenas discuti questões de ética. É evidente que quem acredita na democracia acredita que a emanação do voto de todos é mais legítima que a vontade de meia dúzia de detentores do capital. Basta olhar para a orla marítima portuguesa para perceber o que fez a vontade dos "capitalistas" numa economia liberal e sem moderação estatal. Portugal é um bom exemplo de economia liberal na questão do urbanismo: os detentores do capital pagam ao poder moderador para que deixe de moderar, e depois temos o temos. Sem moderação nenhuma seria ainda mais fácil a destruição do património de todos.

Mas os argumentos técnicos, em termos económicos, do LdE são falaciosos e recuso-me a discutir aspectos técnicos sem matemática, como o quer fazer LdE, que nega inclusivamente o papel da matemática na ciência económica. Já o tentei fazer em tempos, e LdE fugiu à questão. Agora pretende que eu fale do assunto, eu que até tive o trabalho de lhe mandar umas bibliografias sobre economia e matemática e lhe recomendei um artigo sobre o assunto. Se quiser convido-o para uns seminários. Cumprimentos.

CM

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