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4.7.03

A linha do horizonte 

Tantos livros para ler, tanta música para ouvir, alguém que me empresta o livro do Mexia e eu aceito! Eu, que ainda nem sequer li a Divina Comédia. Obrigado, mas não. Vou comprar uma edição, no original, de Dante. Aconselho o mesmo a todos os que perdem o seu tempo a coscuvilhar o que eu escrevo. Eu é que não quero perder mais tempo.

Que bom beber um scotch numa solidão alucinada, povoada de recordações e de saudades, antegozando um futuro interminável de fictícia imortalidade. De repente vê-se um amigo que se encontra por acaso e não se via há dez anos. Tudo num local onde se vê o rio, onde desalinhados contemplam, de cabelos desgrenhados, a linha do horizonte; quer se pressinta, ou não, o avermelhado do Crepúsculo dos Deuses.

Não, não vou a jantares! Não entro em coligações. Não quero entrar, nem sair, de clubes. Não respondo a sondagens.
Ouço apenas, em delicados espasmos que me percorrem a alma, a Missa em Si menor de Bach.

Nikolaus Harnoncourt:


CM


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