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15.7.03

Final de uma proto polémica 

Desfaço já equívocos: não sou de esquerda, sou monetarista, adepto de um sistema de segurança social, defendo que o estado se deve manter nos sectores que não são apetecíveis, não rentáveis, mas essenciais ao bem estar colectivo e ao desenvolvimento. Mandatado pelo voto colectivo e democrático de toda a população com toda a legitimidade para fazer o que quiser, incluindo colectar, cobrando impostos para redistribuir através do sistema de segurança social, que inclui também educação e saúde. A forma é-me indiferente, pode ser sistema público ou privado, ou misto, mas em que todos, mesmo os desprovidos de meios, possam ter acesso.

Fora destas atribuições o sistema deve ser o mais livre possível.
Não acredito que o capital, quer fiduciário, quer humano esteja acima da vontade colectiva de um povo, o qual forma o estado.
Pretendo que há valores intangíveis do ponto de vista económico, mas essenciais do ponto de vista humano, que num sistema puramente liberal seriam progressivamente desprezados, falo da cultura, do património, quer cultural, quer físico. Estou-me nas tintas para a eficiência da economia, o meu modelo, os países nórdicos, parecem-me ter uma economia bastante eficaz e um governo bem pouco neo-liberal. Parecem-me países onde existe também um imenso respeito pelo indivíduo. Nos Estados Unidos, onde vigora uma economia mais liberal, eu detestaria viver.

Esta discussão é ideológica e colocá-lo no plano científico é falacioso, mesmo os modelos e teorias económicas são sempre contaminadas por ideologias, assim funciona com as teorias neo-liberais. Desse pecado, a falácia, acuso quem pretende ver nas teorias neo-liberais a panaceia que resolve tudo. E que falsamente lhe atribui méritos científicos.

E a discussão encerra aqui, não voltarei a estes assuntos. Refugio-me na poesia e na música. Mas estes "liberais" de pacotilha irritam-me pelo egoísmo individualista, falta de sentido humanista e pretensa cientificidade das suas teorias. Expostas e denunciadas as falácias, continuar a discussão é dar protagonismo a quem não o merece.

Ainda por cima sou elitista, conservador e acredito nos valores cristãos, sou tudo menos socialista. Talvez por isso as minhas opiniões sejam mais incómodas aos adeptos do liberalismo, não vejo o LdE perder tempo com as patetices do blogue de esquerda e de rapazes como o Daniel Oliveira, que ninguém conhece fora dos blogues...

CM


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