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18.7.03

Cor em Veneza. 




Giovanni Bellini, c.1430-1516
The Madona of the meadow
c. 1505
National Gallery, Londres

Na memória, a sensualidade doce dos rostos eternos de Piero, o seu gosto pela cor e pela luz. Sem passado, porque Bellini nos faz também esquecer delas, as representações ásperas e dolorosas do sagrado. Arte, ciência e poesia na observação e representação da natureza, na simbiose entre figuras e cenário, na relação certa entre o geral e o particular, o principal e o acessório, o tangível e o distante. Pintura, absolutamente, na cor, nos azuis e nos brancos mais tímbricos e refulgentes do que ouro sob a luz, na gama infinita de tonalidades com que constroi a forma, dilui os contornos e modela os volumes mais subtis. Pintura e poesia é a imagem toda. E fica sempre uma impressão forte de melancolia, indizível, que enternece.
Ticiano e Giorgione aprenderam com ele. Veneza ficou com mais cor.

CP

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