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21.6.03

Resposta muito breve a Liberdade de Expressão 

Resposta, muito breve, a Liberdade de Expressão, depois um dissertação tão bem elaborada mereceria mais, mas estou com pouco tempo, tenho uma jantarada dentro de uma hora e tenho de me preparar!

O problema epistemológico é simples: ou se aceita a matemática como linguagem da ciência, em geral, e da modelação em economia, em particular, ou não se aceita. Toda a gente é livre de aceitar ou recusar. Para mim, a recusa da matemática como forma rigorosa de definir, de discutir, ciência é um retorno à escolástica e ao aristotelismo. É uma opinião pessoal e vale o que vale, mas creio que a maioria dos pensadores da área concorda.

Quem costuma recusar a matemática como linguagem da economia, geralmente, é quem sabe muito pouco de matemática, mais uma vez é um princípio geral, não uma verdade absoluta.

Um sistema dinâmico com muitas variáveis pode ser modelado por sistemas mais simples, assim acontece com as equações da metereologia e da turbulência, modelos simplificados podem prever o tempo! E cada vez melhor, quem os recusa? Assim também acontece com a economia. O elevado número de variáveis não mete medo a nenhum matemático, para isso é que existem formalismos termodinâmicos. Se o número de variáveis for muito elevado, até é mais simples a modelação! Parece um contrassenso mas é mais uma verdade que quem usa equações pode demonstrar.

A questão final é a validação lógica do que se diz. Quando se usa um formalismo e um modelo rigoroso eu sei que quando prevejo, face a hipóteses concretas, é porque demonstrei que vai assim acontecer. Com blá blá blá apenas me mantive na linguagem do senso comum.

O problema é outro também, o estado retira dinheiro do sistema económico para financiar o que o sistema, só por si, não financia e que, para mim, filosoficamente é essencial: educação, saúde, estradas, defesa, segurança pública, protecção civil, aparelho de estado - negócios estrangeiros e custos da democracia - justiça, etc... O Liberalismo não me resolve esses problemas e a sociedade tornar-se-ia uma selva. Enquanto os liberais não me provarem matematicamente que se viveria melhor num sistema liberal puro, não acredito no que dizem, é uma falácia. Podem continuar a falar à vontade, não me convencem. Convencem-me apenas que não encontram argumentos credíveis e agem por interesse egoísta! Um sistema não liberal, com forte intervencionismo estatal, funciona muito bem na Noruega, na Suécia e noutros países, logo o método experimental garante-me que, até prova em contrário, estou com a razão.

Chegou às minhas mãos, coincidência, um pequeno livro: Perspectives on Complexity in Economic, Francisco Loucã (editor), pelo UECE (ISEG), unidade de estudos sobre complexidade na economia, Com prefácio de Louçã e artigos de Alfredo Medio, Marji Lines, João Gata, José Castro Caldas & Helder Coelho, João Ferreira do Amaral, Tanya Araújo, Birgitte Anderson e Francisco Louçã. Um texto de 1999. Leia o artigo do Alfredo Medio, é muito simples matematicamente, como o resto do livro, mas pode perceber o que eu ando para aqui a dizer.

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