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13.6.03

Refrão para um fado, qualidade literária média de um fado, aliás, qualidade literária superior:

Este triste fado
Do qual sou fadista,
Sou desprezado
Com vida de artista
Que bebe tintol
E que come alpista!
Canto apeado.
Em conversa mole,
Sou um desgraçado
Fadista, ista, ista, ista...

Bis

Um soneto que levaria Bocage a depor no DIAP:

Que eu não possa ajuntar como o Quintela
É coisa que me aflige o pensamento;
Desinquieta, a porra quer sustento,
E a pívia trata já de bagatela:

Se noutro tempo houve alguma bela
Que a amor desse o cono penugento,
Isso foi, já não é; que o mais sebento
Cagaçal quer durásia caravela:

Perdem saúde, bolsa e economia;
Nunca mais me verão meu membro;
Esta é a minha porral filosofia.

Putas, adeus! Não sou vosso devoto;
Co'um sesso enganarei a fantasia,
Numa escada enrabando um bom garoto.

Manuel Maria Barbosa du Bocage


Para finalizar temos um célebre poema de António Botto, o vate da pederastia, mas poeta genial:

Nunca te foram ao cu
Nem nas perninhas aposto!
mas um homem como tu,
lavadinho, todo nu, gosto!

Sem ter pentelho nenhum,
com certeza, não desgosto,
Até gosto!
Mas... gosto mais de fedelhos.
Vou-lhes ao cu
Dou-lhes conselhos,
Enfim... gosto!

Botto


António Botto

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