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30.6.03

A intolerância e o fanatismo da esquerda libertária e tolerante 

O título parece contraditório mas diz o Abrupto:
No Combate, órgão do PSR, o partido trotsquista membro do BE, António Louçã compara-me com Goebbels e propõe que eu seja julgado como Milosevic no Tribunal Penal Internacional pelas minhas opiniões sobre a guerra do Iraque. Não é metafórico, nem blague, é mesmo a sério – se ele pudesse prendia-me. .

Não só o prendia como ainda faria pior. A esquerda iluminada, "humanista", "libertária", "avançada", está imbuída do pior dos ópios, as certezas absolutas da ideologia, do testemunho de uma verdade da qual se julgam portadores únicos, quais testemunhas de Jeová, um "homem de esquerda" engajado num qualquer bloco de esquerda ou um ortodoxo comunista, é incapaz de cepticismo, de reflexão, de crítica.

Isto misturado, certamente, com afirmações públicas de fé, batendo no peito contritos, como beatos em procissão pública quando são os mais desaforados pecadores nos seus vícios privados. Afirmam os homens de esquerda, batendo no peito, e clamando: somos tolerantes, somos contra a discriminação, somos livres, e rebéubéubéu.

Mas são incapazes da mais simples das tolerâncias: saber ouvir, sem vontade de passar a Kalashnikov, todo aquele que discorde ou expresse uma ideia contrária à sua ortodoxia ideológica que, no seu pouco entender, é a panaceia para os problemas do seu pequeno mundo.

CM

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