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29.6.03

Bandas sonoras para pintores? Quadros? 

Surgem ideias de que um dado pintor poderia ter uma banda sonora.
A subjectividade ao serviço de uma análise erudita? (Ver quadro em Quarto)
O que se passa quando se vê um quadro? Como funciona o receptor? Com a sua vivência, com a sua experiência! O receptor acha belo aquilo que o marcou, aquilo de que gosta, mesmo que seja abjecto para outros.
O crítico não pode ceder a esses impulsos, o crítico estuda, pondera, descobre, investiga. Lê e relê. Pensa e repensa. Reflecte. Deslumbra-se como o Francisco José Viegas? Claro que se deslumbra, pela técnica, pela Luz, pela construção. Mas quando o crítico fala deverá ser pedagógico, alertar, notar, caminhar de forma a fazer outros caminhar. O crítico não dá peixes, tal como o pintor não o faz, o crítico assinala técnicas, e aponta emoções. Pessoalmente deslumbrado, mas contido na expressão desse deslumbramento. O quadro é dsenhado para transmitir emoções? Claro que sim. Mas essas emoções estão no receptor, o pintor está fisicamente morto.
Esta é uma opinião de leigo em pintura, uma vez que o meu crítico de pintura só fala de pintura, eu falo de crítica e de crítica à crítica!

Comentário pessoal: com respeito a banda sonora, e numa gosto pessoalíssimo, diria que prefiro Hindemith ou Alban Berg (eles são bem diferentes), aliás o quadro faz-me lembrar a Lulu!
CM

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