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28.5.03

Viva

Viva o grande cabeça de turco, o desalmado.
Viva a grande porta e o grande poeta sagrado.
Viva a vontade de amar quando a morte nos espreita.
Viva a sagrada espelunca.
Viva o grande demiúrgo.
Viva o intangível zaroastro.
Viva a trágica indefinição e a Doce Sedução.
Viva o jogo da indiferença.
Viva a suave Indolência.
Viva o poeta em rimas.
Viva o poeta sem rimas.
Viva a incapaz demência.
Viva o contador pesado.
Viva a inatingível adoração.
Viva a nudez chocante.
Viva a loucura alucinante.

Uma perspicaz proficência
Tenho por ti: alucinação.
E a impossível satisfação
Ao me ser o jogo vedado.

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