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28.5.03

Uma poesia encontrada na Antologia da Natália Correia e dedicada a António Botto, não digo o autor para estimular a curiosidade e levar o leitor a consultar a referida antologia, que é mesmo antológica...

Nota de 29 de Maio - Emendei a mesma, uma vez que fui vítima de uma brincadeira da minha secretária que digitou o texto no Word, onde se deveria ler: "macios como rosas" estava escrito "macios como o Fernando Rosas" o que me deixou verde de indignação, ela não pensava que este texto era para publicar, e pensou que eu estava a dar-lhe trabalho para ver como se desenvencilhava com um texto mais "complicado", ou para a acupar.
Cá vai a versão emendada com o meu pedido de desculpas a Fernando Rosas!

Tenho preguiça e sono
a alma e o corpo nu,
Tenho a fobia de cono,
ai quem me dera um fanchono
que me quisesse ir ao cu!
Tenho preguiça e sono
a alma e o corpo nu.

Tenho sono e preguiça
sou um homossexual,
em mim o prazer se atiça
ao ver a potente piça
de um plebeu rude, brutal...
Tenho sono e preguiça
sou um homossexual.

Tenho haréns, tenho serralhos
de másculas mariposas,
Tenho seiscentos caralhos,
uns rijos quais férreos malhos,
outro macios como Rosas.
Tenho haréns, tenho serralhos
de másculas mariposas.

Tenho o corpo enlanguescido
por volúpias siderais.
Tenho o cu prostituído
por mangalhos bestiais.
Tenho o corpo enlanguescido
por volúpias siderais.
Tenho o corpo enlanguescido
por volúpias siderais.

Levai nos vossos traseiros
poetas da nossa terra!
Marzapos são os braseiros
do amor. E, paneleiros,
vereis o que o gozo encerra.
Levai nos vossos traseiro
poetas da nossa terra!

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