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23.5.03

Soneto:

Tu, que, em torpes desejos atolado,
Vergonhosos Prostíbulos frequentas,
Tu, que os olhos famintos alimentas
No cofre, de tesoiros atulhado:

Tu, que do oiro, e da púrpura adornado,
Quase de igual a Júpiter ostentas,
Bebendo as frases vis, e peçonhentas
De bando adulador, que tens ao lado:

Monstros, que desonrais a Humanidade,
Despresando a pobresa atribulada
E trangredindo a a Lei da Caridade,

O Desengano ouvi, que assim vos brada:
Tremei da pavorosa Eternidade,
Tremei, Filhos do Pó, Filhos do Nada.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

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