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28.5.03

Poesia enviada por um amigo, inspirado por uma poesia da Maria.

Eu sou a ilusão,
desvario louco, sede de ideal
que vivifica e mata a razão.

Eu sou o sonho,
fonte do bem e do mal,
ingénuo Iago ao meu irmão ponho,
no mesmo acto, esperança e laço.

Eu sou razão de viver,
onírico, leve e cruel passo,
dou morte e faço nascer!

Eu sou fonte de impérios,
de religiões e de credos;
de amores eternos e... menos sérios,
às crianças dou pavorosos medos.

Eu sou pretexto de ganância
na alma ressentida.
Invocado em alegria e tormento:
sonho dos anjos ser ânsia!

Disse o poeta que comando a vida,
mas o meu supremo sentimento
é a felicidade pressentida
de aos despojados dar alento.

Anónimo do século XX

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