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28.5.03

Mais um inédito da minha colecção de poesias manuscritas de Abel Leite de Faria:

Olho-te, és uma face que não vejo,
Um receptáculo da tua alma,
Uma imagem sem par, calma
Mesmo quando te beijo...

Partes...

Triste semblante acossado,
Rosto longínquo, na multidão.
Procuro-te à noite, em vão.
Mas não vejo teu vulto amado...

Partes...

Numa frialdade iluminada
Por um Inverno antigo,
Procuro o teu consolo amigo,
Mas só vejo a fria estrada
Que não me leva a nada.

Partes...
De amar-te perdi as artes.

Abel Leite de Faria (1953)

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